Lançamento da 2.ª edição da revista "Monchique Fábrica de Memórias" reuniu dezenas de participantes em Marmelete
- Vicentina - Associação para o Desenvolvimento do Sudoeste

- há 12 horas
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Marmelete acolheu, no passado dia 21 de junho de 2026, a apresentação da segunda edição da revista Fábrica de Memórias, numa data simbólica que assinala o solstício de verão. O lançamento ocorreu exatamente seis meses após a apresentação da primeira edição, realizada a 21 de dezembro de 2025, no solstício de inverno, reforçando a ligação do projeto aos ciclos da natureza e aos saberes e práticas que moldam a identidade local de Monchique nas suas múltiplas expressões.
O evento contou com a participação de dezenas de pessoas e incluiu intervenções de Eleutério Torrado, Presidente da Junta de Freguesia de Marmelete, Paulo Alves, Presidente da Câmara Municipal de Monchique, Vítor Campos, Presidente da Associação Vicentina, e das responsáveis pelo projeto editorial da revista e dinamização do projeto Monchique Fábrica de Memórias, Ana Rita Mateus, técnica do Município de Monchique, e Sónia Felicidade, técnica da Associação Vicentina.
A publicação assume-se como um instrumento de valorização e divulgação do património cultural material e imaterial do concelho, dando voz às comunidades locais aos seus saberes e práticas. Os seus conteúdos abordam temas como os saberes rurais, festividades, património edificado e histórias de vida e testemunhos de tradição oral, em resultado de um processo de recolha e inventário participativo, desenvolvido por todo o concelho.
A revista Fábrica de Memórias é uma das ações que integram o projeto Cluster Criativo – Monchique Fábrica de Memórias, desenvolvido em parceria pela Associação Vicentina e pelo Município de Monchique, com o apoio do Programa Algarve 2030, no âmbito da operação Inclusão pela Cultura.
Inspirado nos princípios da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO (2003), o projeto valoriza o património cultural enquanto recurso estratégico para a promoção da inclusão social, do desenvolvimento sustentável e do reforço da identidade e coesão social. A sua dinamização assenta numa abordagem contemporânea e inclusiva, que procura aproximar diferentes gerações, valorizar a diversidade cultural e reforçar o reconhecimento da importância da participação ativa da população na preservação e transmissão da sua herança cultural.
Caminho das Fontes juntou a comunidade e o património edificado no centro da ação
Para assinalar o lançamento desta edição, na qual a água assume um papel central como elemento agregador e fio condutor de vários dos temas abordados, foi concebida a caminhada cultural «Caminho das Fontes». A iniciativa transformou algumas das mais emblemáticas fontes da aldeia em palcos, onde música, cantigas, tradições orais e crenças associadas às festividades de verão ganharam vida através de vários momentos culturais e artísticos, preparados e apresentados com a participação da comunidade e habitantes locais.
Ao longo do percurso, os participantes foram conduzidos pela personagem histórica Inácio Veríssimo Cabrita, recriada por Diogo Petreques. No papel de guia e anfitrião, a personagem contextualizou os diferentes locais visitados e estabeleceu a ligação entre as apresentações.
No Fontanário da Rua Francisco Furtado decorreu um momento musical por parte do grupo de cantares de Marmelete, que incluiu a interpretação da "Marcha de Marmelete", da autoria de Isidro Silva Duarte, bem como outras cantigas e quadras populares adaptadas a melodias tradicionais, com ensaios de Carla Travessa.
Na Fonte Velha, também conhecida como Fonte dos Namorados, que celebra o seu centenário em 2026, as jovens ginastas da Associação A Tua Pétala apresentaram uma atuação inspirada na fonte, trazendo música e poesia numa coreografia e ensaios de Beatriz Costa.
Já na Fonte do Largo Maria Guilhermina, a encenação de Alexandra Domingos que envolveu um grupo de senhoras utentes do Centro de Dia de Marmelete, com o apoio de Ana Fernandes, técnica da instituição, recriou tradições associadas às celebrações de São João, evocando a antiga prática da recolha da "água benta" na madrugada de 24 de junho.
A iniciativa terminou na Casa do Medronho, onde decorreu o momento final com o grupo de cantares, seguido de um convívio entre participantes e público. O encerramento contou ainda com um beberete oferecido pela Junta de Freguesia de Marmelete.
Para acompanhar as próximas iniciativas e o lançamento de novas edições da revista, os interessados podem seguir as páginas oficiais do projeto Monchique Fábrica de Memórias no Facebook e Instagram.
Mais informações através do email: cafcmonchique@vicentina.org e/ou tel. 282 911 711 I vicentina@vicentina.org | 282 680 120













































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