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Vicentina participa em Conferência Nacional sobre o futuro do desenvolvimento rural em Vila Verde

A Vicentina esteve presente na Assembleia Geral da Federação Minha Terra e na Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural “LEADER: a política que transforma territórios”, que reuniu representantes de todo o país para debater os desafios e o futuro das políticas de desenvolvimento dos territórios rurais.


A Vicentina – Associação para o Desenvolvimento do Sudoeste esteve em Vila Verde, nos dias 29 e 30 de outubro, para participar em dois momentos de trabalho e reflexão promovidos pela Federação Minha Terra, reforçando a sua ligação à rede nacional de desenvolvimento local e o seu compromisso com a valorização dos territórios rurais.


No dia 29 de outubro, a Associação participou na Assembleia Geral da Federação Minha Terra, realizada na sede da ATAHCA – Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave, em Vila Verde. Um dos momentos centrais deste encontro foi a aprovação do Manifesto de Vila Verde pelo Futuro dos Territórios Rurais, um documento que procura afirmar a importância dos territórios rurais e da abordagem LEADER na definição das futuras políticas de desenvolvimento e coesão territorial.


No dia seguinte, 30 de outubro, a Vicentina marcou presença na Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural “LEADER: a política que transforma territórios”, promovida pela Federação Minha Terra, com a colaboração da ATAHCA e do Município de Vila Verde, na Adega Cultural de Vila Verde.



A iniciativa reuniu Grupos de Ação Local do continente e ilhas, representantes de entidades públicas, decisores políticos, autarquias, comunidades intermunicipais, beneficiários, empresas, academia e organizações da sociedade civil, num espaço de partilha de experiências e debate sobre o papel do LEADER/DLBC (Desenvolvimento Local de Base Comunitária) na transformação dos territórios rurais.


Ao longo do dia, foram abordados temas como os resultados e impactos da abordagem LEADER, a governança territorial, a participação das comunidades nos processos de desenvolvimento e os desafios que se colocam às zonas rurais. A conferência contou com vários painéis de debate, que deram a conhecer projetos e experiências de diferentes regiões do país, bem como perspetivas de representantes institucionais, académicos e responsáveis políticos.


Um dos principais temas em discussão foi o futuro do LEADER no âmbito do próximo Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034, num momento considerado determinante para a definição das futuras políticas europeias de desenvolvimento rural e coesão territorial.


No encerramento da conferência, foram destacadas algumas das principais condições necessárias para assegurar o futuro da abordagem LEADER e o desenvolvimento dos territórios rurais.



A académica e antiga eurodeputada Isabel Estrada Carvalhais sublinhou a necessidade de reconhecer o valor próprio dos territórios rurais e de assegurar que as comunidades e os agentes locais tenham uma participação efetiva nos processos de decisão. Destacou ainda o papel dos Grupos de Ação Local enquanto estruturas de proximidade e de democracia participativa, defendendo que devem dispor de financiamento, apoio institucional e instrumentos adequados para continuar a desenvolver a sua missão.


Por sua vez, o presidente da Federação Minha Terra, Jorge Rodrigues, defendeu a atribuição de financiamento próprio, estável e previsível à abordagem LEADER, reivindicando, em linha com o Manifesto de Vila Verde, a afetação de pelo menos 5% dos recursos do desenvolvimento rural a esta abordagem no próximo quadro europeu 2028-2034. Defendeu também que o princípio da participação das comunidades locais deve ser alargado a outras políticas públicas, considerando que os desafios dos territórios rurais vão muito além da política agrícola.


Também o Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, destacou a importância dos Grupos de Ação Local na valorização das especificidades dos territórios rurais, na dinamização das economias locais e na preservação dos recursos e património locais, tendo anunciado o reforço do financiamento da abordagem LEADER no próximo quadro comunitário 2028-2034. O governante defendeu igualmente maior autonomia, simplificação administrativa e capacidade de intervenção para estas estruturas.



A participação da Vicentina nestes encontros permitiu acompanhar a reflexão nacional sobre o futuro do desenvolvimento local, partilhar perspetivas com outras entidades e reforçar a importância do trabalho em rede entre os Grupos de Ação Local.


Enquanto entidade com intervenção no desenvolvimento dos territórios do Sudoeste, a Vicentina reconhece na abordagem LEADER um instrumento fundamental para promover a participação das comunidades, apoiar iniciativas locais e construir respostas ajustadas às necessidades e potencialidades de cada território. O reconhecimento do papel dos GAL, a valorização da decisão de proximidade e a garantia de recursos adequados são fundamentais para assegurar a continuidade e o impacto deste trabalho no futuro dos territórios rurais.

 
 
 

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