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O património cultural de Monchique em revista: “Fábrica de Memórias”

O primeiro número da revista Fábrica de Memórias foi lançado no passado domingo, dia 21, em Monchique, numa sessão de lançamento muito participada, pois foram muitos os interessados  em conhecer a novidade dedicada ao património cultural e à comunidade local.


A abertura da sessão contou com intervenções de José Gonçalo Silva, em representação do Grupo de Dinamização Cultural “O Monchiqueiro”, do presidente da Câmara Municipal de Monchique, Paulo Alves, e do presidente da Associação Vicentina, Vítor Campos.


A apresentação de objetivos e conteúdos foi feita pelas responsáveis pelo projeto editorial, Ana Rita Mateus, técnica de Património Cultural do Município de Monchique, e Sónia Felicidade, técnica de Desenvolvimento Local da Associação Vicentina, e pela ilustradora convidada, Sara da Glória.


Conteúdos e património cultural local


A revista Fábrica de Memórias aborda o Património Cultural de Monchique sob múltiplas perspetivas, explorando festividades, a relação das comunidades com os ciclos naturais, como os equinócios e solstícios, e as imaterialidades associadas à natureza. O património edificado assume particular relevo, e nesta primeira edição destacam-se elementos emblemáticos como as Chaminés de Saia, igrejas e capelas, incluindo a Ermida de São Sebastião, enquanto referências importantes para a memória coletiva.


O grande tema "Agricultura e os saberes rurais" é retratado através da recolha de técnicas tradicionais, entrevistas a artesãos e reflexões sobre a persistência dos ofícios e a necessidade de inovação. A cultura alimentar está presente por meio de um trabalho de registo de receitas e testemunhos gastronómicos.


A publicação integra ainda rubricas como “Casas com História”, “Toponímia”, “Personalidades e Comunidade” e “Oralidades”, reunindo histórias de vida, testemunhos, canções  e narrativas populares. A juventude também tem espaço, com destaque para jovens que apresentam novas perspetivas e vontade de intervir positivamente no concelho.


Na área da natureza e ambiente, esta primeira edição evidencia o castanheiro milenar como símbolo de relevância ecológica, económica e cultural da serra de Monchique. A revista inclui igualmente atividades de caráter educativo, como palavras cruzadas e sopa de letras, bem como referências bibliográficas, reforçando a sua dimensão de conhecimento e de memória futura.


Arte inspirada em Monchique


A rubrica “Arte inspirada em Monchique” prevê a inclusão de um trabalho artístico em cada edição. No número inaugural, a ilustradora Sara da Glória apresenta a narrativa visual “Passeio Cultural Vila de Monchique”. Durante a sessão, a Ilustradora explicou que o processo criativo foi desenvolvido a partir das referências dadas em termos de património edificado e do imaterial, com o objetivo de complementar visualmente os conteúdos da revista e convidar a (re)descobrir  Monchique.


O presidente da Câmara Municipal de Monchique, Paulo Alves, elogiou o trabalho desenvolvido e a riqueza de conteúdos, e referiu-se à revista como uma evidência  da “alta densidade de património existente no concelho”, reforçando a importância da construção do trabalho em curso com a comunidade. O presidente da Associação Vicentina, Vítor Campos, destacou o projeto como um instrumento de inclusão pela cultura, sublinhando o papel do património cultural material e imaterial no desenvolvimento social e económico dos territórios.


A revista Fábrica de Memórias é parte integrante de um vasto plano de ação, do projeto Cluster Criativo - Monchique Fábrica de Memórias, apoiado pelo Programa Algarve 2030, no âmbito da operação Inclusão pela Cultura.






 
 
 

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